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O Orquidário
 
Nossa História
As primeiras atividades do Orquidário surgiram no ano de 1984, produzindo apenas uma variedade de orquídea, o Dendrobium Nobile conhecida popularmente como Olho de Boneca, adotando em 1986 o nome de Orquidário Oriental.
 
Hoje, após 20 anos, o Orquidário Oriental trabalha com diversas variedades de orquídeas, aumentando a admiração por essas belas espécies das quais podemos citar: Dendrobium Phalaenopsis (Denphal), Phalaenopsis (Phal ou Phale), Cattleya (Orquídea), Vanda, Ascocenda, Epidendrum e Oncidium (Chuva de Ouro).
 
O Orquidário
 
Showroom – Loja
 
Aberto de terça a domingo inclusive feriados
Das 9:00 às 17:00h.
 
Endereço:
Sitio Hana No Mori
Estrada Taboão do Parateí, Km 27 – CPC 018
Bairro Itapeti – Mogi das Cruzes
CEP: 08772-990
 
Tel: (011) 4795-3060
Faça-nos uma visita
 
Imagens do nosso showroom:
   
 
Como chegar
 
 
Produção:
 
A nossa produção está situada na Estrada Taboão do Parateí, km 25, no bairro do Itapeti, município de Mogi das Cruzes.
 
A nossa estrutura consiste de um laboratório onde são produzidas as mudas por semeadura e meristema e um conjunto de várias estufas metálicas totalizando uma área de 20mil metros quadrados onde são dividas por espécies.
 
Laboratório:
 
Com o intuito de oferecer orquídeas de qualidade, a nossa equipe de colaboradores trabalha para obter mudas de excelente qualidade.
 
Mantemos a semeadura, para obtenção através de constantes melhorias por meio de hibridação, assim conseguimos trazer sempre novidades para o mercado.
 
Meristema é o processo onde conseguimos estar obtendo plantas de excelente qualidade produtiva, coloração, escolhidas dentro de nossas sementeiras.
 
 
 
Estufas:
 
Cattleya: A verdadeira Orquídea
 
Quando se fala em Orquídea, a imagem que vem à mente da maioria das pessoas é a de uma flor de cerca de quinze centímetros de diâmetro, arredondada, mas com seis pontas, de um colorido entre o róseo e o lilás e com uma das pontas com o colorido mais escuro tendendo para o avermelhado e em geral dispostas em belos cachos com duas ou três flores. Trata-se da imagem de uma Cattleya, ou melhor dizendo, de um híbrido de Cattleya. Para muitas pessoas, estas são as verdadeiras Orquídeas. As outras são apenas as outras.
 
O gênero Cattleya ocorre apenas no continente americano, mas é a principal imagem que se tem de uma Orquídea em quase todo o mundo. Quando falamos em Cattleya, na verdade estamos falando em Cattleya, Laelia, Brassavola e Sophronitis, e todos os outros gêneros nos quais estes foram divididos, e mais todos os híbridos existentes entre estes e outros gêneros. São, sem nenhuma dúvida, as Orquídeas que maior fascínio exercem sobre a maioria dos colecionadores.
 
As flores podem medir entre menos de três a mais de vinte centímetros; o colorido pode ser qualquer um; lilás, róseo, amarelo, verde, vermelho, branco, semi-albo, laranja, cerúleo, enfim qualquer cor. As flores podem ser isoladas ou em cachos com até mais de vinte flores; o porte das plantas pode ir de alguns centímetros a mais de um metro de altura.
 
Embora as Cattleyas, como aliás todas as Orquídeas, sejam flores que “não saem da moda”, as preferências por determinados tipos de flores acabam modificando um pouco ao longo do tempo. Houve época que a preferência caia sobre as grandes Brassocattleya ou Brassolaeliocattleya, de flores com mais de vinte centímetros e labelos enormes, independente de que cores tivessem. Depois, as preferidas passaram a ser as flores brancas e semi-albas ou cores bem escuras, mesmo que as flores fossem um pouco menores. Quanto ao colorido, a preferência migrou para as cores diferentes, como as flores amarelas, verdes, vermelhas, alaranjadas... E atualmente, além destas cores também são procuradas as flores flameadas, pintadas, marginadas e outras combinações diferentes. Quanto ao tamanho embora as flores grandes ainda possuam uma grande quantidade de fãs, cada vez mais ganham terreno, as mini-cattleya, com plantas compactas e flores de cerca de dez centímetros ou menos que isso. Talvez esta preferência pelas minis se deva a diminuição dos espaços nas cidades, quem sabe.
 
Cultivo:
 
De um modo geral as Cattleya e demais gêneros relacionados não apresentam grandes dificuldades de cultivo. São plantas que bifurcam com certa facilidade, possibilitando, se for do interesse do colecionador, a retirada de mudas de uma planta em média a cada três anos. Nunca divida uma planta deixando uma das mudas com menos de três ou quatro pseudobulbos, pois isto pode enfraquecer demais a muda e até mesmo matá-la.
 
Não existe época do ano que seja ideal para o replante das Orquídeas do grupo das Cattleya. O ideal é replantá-las quando estiverem brotando, ou melhor, ainda, quando estiverem emitindo novas raízes. Em algumas plantas isto ocorre na Primavera; em outras no Verão; em outras ainda, logo após a floração que pode ocorrer em qualquer época do ano. Só uma boa observação, portanto é que irá indicar a melhor época para se mexer com cada planta.
 
Este grupo de plantas gosta de locais bem iluminados e de preferência com um pouco de sol pela manhã ou no final da tarde.
 
Adaptam-se a qualquer tipo de vaso, sejam eles de barro, plástico ou cestos de madeira. Podem também ser colocada em placas de fibra, casca de árvores ou mesmo em árvores vivas. Costumam guardar uma boa reserva de nutrientes em seus pseudobulbos mais velhos o que permite agüentar algum tempo sem adubação, mas é lógico que se desenvolvem e florescem melhor quando adubadas convenientemente, seja com adubos químicos ou orgânicos.
 
O plantio pode ser feito em qualquer dos tipos de substrato disponíveis no comércio, lembrando sempre que cada tipo de substrato requer uma freqüência de rega, e que como maior parte das Orquídeas as raízes de uma Cattleya precisam secar entre uma rega e outra.
 
Por serem plantas de folhas espessas e rígidas, possuem boa resistência ao ataque de pragas. Nem por isso podemos descuidar, pois brotos novos e botões florais são facilmente atacados por insetos, fungos e bactérias.
 
 
 
Dendrobium tipo nobile –O Olho de boneca
 
Uma flor de cerca de seis centímetros, num colorido lilás claro com o labelo quase branco com uma mancha escura no centro, que numa primeira vista lembra um olho. Um olho de boneca. Assim é à flor de Dendrobium nobile.
 
O gênero Dendrobium é muito grande e apresenta florações de diversas maneiras. Algumas espécies apresentam longas hastes florais eretas e com muitas flores distribuídas ao longo das mesmas;
Outros apresentam graciosos cachos pendentes; outros ainda apresentam flores isoladas ou em pares, distribuídas ao longo de todo o pseudobulbo, que pode ser ereto ou pendente. É deste ultimo grupo que faz parte o Dendrobium nobile.
 
No Brasil, temos uma grande variedade de híbridos de Dendrobium nobile e outros de seu grupo, de modo que quando falamos aqui em Dendrobium, o que nos vem à mente de imediato são os híbridos de nobile. Para facilitar, passaremos a nos referir a estas plantas apenas como Dendrobium.
 
Chega a ser impressionante a variedade de cores que encontramos hoje em dia nestes Dendrobium. Existem flores brancas, amarelas, rosa, lilás, alaranjadas, vermelhas, esverdeadas, roxas, com colorido forte ou em tons pastel, com ou sem mancha escura do labelo que lhe conferiu o nome de olho de boneca, enfim, praticamente todas as cores que possamos imaginar. E além de tudo, costumam ser perfumado.
 
A planta é composta de pseudobulbos eretos que lembram uma haste de cana que pode atingir setenta centímetros de altura, com folhas saindo de lados alternados, de onde seriam as divisões dos gomos de cana. Possuem uma peculiaridade que é a de na base de cada folha existir uma gema de brotação que pode gerar flores ou novas mudas da planta, dependendo de circunstâncias que serão expostas mais adiante.
 
Diferente das maiorias das Orquídeas, grande parte destes Dendrobium não florescem no pseudobulbo mais novo, mas sim no desenvolvido do ano anterior, e normalmente estes pseudobulbos perdem todas as folhas antes de florescer. Existem, entretanto híbridos mais modernos que vêm sendo selecionados por florirem no pseudobulbo do ano e mantendo as folhas, o que confere a estas plantas um visual diferenciado.
 
Cultivo:
 
O cultivo destes Dendrobium não é difícil. São plantas que podem ser plantadas em qualquer tipo de vaso ou suporte e com qualquer substrato. Precisam de bastante água durante o desenvolvimento dos novos pseudobulbos, mas as regas devem ser drasticamente reduzidas no Outono para induzir uma boa floração. Quando os botões começarem a se desenvolver, volte a regar a planta normalmente.
 
Após a floração surgem na base do pseudobulbo os novos brotos que irão florir em um ou dois anos.Nesta época, as plantas devem ser adubadas com um fertilizante balanceado ou ligeiramente nitrogenado. Esta adubação deve ser mantida até meados do verão, quando deve ser substituída por outra mais rica em Fósforo para ajudar a floração.
 
Devemos ter cuidado para não exagerar em adubações muito nitrogenadas, pois isto pode fazer com que a planta gere brotos em lugar de flores nas gemas existentes nas bases das folhas.
 
Alias, existem ainda outros fatores que podem induzir uma brotação exagerada em detrimento da floração. Não reduzir a oferta de água no outono é um deles. Atrasar demais a troca do substrato do vaso, de modo a prejudicar as raízes é outro. Manter as plantas em ambientes com pouca luminosidade também pode prejudicar a floração e induzir o aparecimento de brotos.
 
Estes Dendrobium têm origem em climas mais frios , e portanto em anos com Inverno pouco rigorosos , não costumam florir direito. Não são portanto plantas indicadas para serem cultivadas no litoral.
 
Como já dissemos antes, muitos destes Dendrobium costumam perder folhas antes da floração. Quando as folhas estão para cair, é normal o aparecimento de fungos oportunistas, que de um modo geral não causam maiores danos às plantas.
 
Quando novos pseudobuldos estão se desenvolvendo ou quando os botões florais estão se formando, a planta se torna mais vulnerável ao ataque de insetos. Portanto, atenção redobrada nestes períodos. Devemos ter também muito cuidados com caracóis e lesmas, que sentem forte atração pelos brotos, botões e flores destes Dendrobium.
 
Dendrobium phalaenopsis – Denphale
 
Denphal, Denphale, Dendrobium phalaenopsis,qual o nome correto destas plantas? Na verdade, o que são exatamente estas plantas?
 
Não se trata, como muitos acreditam e chegam a afirmar, de um híbrido entre Dendrobium e Phalaenopsis, dois gêneros que por sua distancia jamais poderiam se cruzar.
 
Existe uma espécie de Dendrobium que pelo formato de suas flores que lembram bastante as flores de um Phalaenopsis, recebeu o nome de Dendrobium phalaenopsis. Este Dendrobium cruzado com outros Dendrobiuns próximos a ele, produziu híbridos que mantiveram a semelhança com Phalaenopsis, e passaram a ser chamado de Denphal ou Denphale.
 
Curiosamente existem hoje híbridos chamados de Denphal que não possuem entre seus ancestrais o Dendrobium phalaenopsis, mas apenas outras espécies próximas deste, tais como Dendrobium bigibbum, Dendrobium undulatum, Dendrobium stratiotes, Dendrobium tokai, entre outros. Coisas de orquidófilos.
 
Na maior parte do mundo, os Denphal são conhecidos apenas como Dendrobium. Como no Brasil os híbridos de Dendrobium do grupo do Dendrobium nobile são muito difundidos e cultivados, coube a eles “adotar” o nome do gênero, restando, portanto ao outro grupo menos difundido entre nós, o do Dendrobium phalaenopsis receber o nome Denphal, nome este “inventado” não se sabe por quem.
 
Embora a grande predominância no mercado seja dos Denphal de colorido avermelhado, que vai do rosa ao vinho, passando por todos os tons e texturas, chegando em alguns casos a apresentar um aspecto aveludado e quase negro, podemos encontrar também plantas com muitas outras cores.
 
Existem os Denphal conhecidos como compactos, cujo porte da planta raramente ultrapassa trinta centímetros e plantas que passam fácil de um metro e até um metro e meio de altura, sem contar a haste floral. O tamanho das flores também é variado, indo de 3 até 10cm, dependendo das plantas que entrarem em seu cruzamento. São em geral muito floríferos, e podem exibir simultaneamente cinco ou mais hastes florais saindo todas de um único pseudobulbo, apresentando cada uma de duas até mais de 20 flores. Além disso, é muito comum que um pseudobulbo que já tenha florido volte a florir no ano seguinte e mesmo por mais anos.
 
As flores do Denphal são duráveis, chegando uma planta a permanecer florida por até três meses seguidos.
 
São plantas facilmente adaptáveis ao nosso clima, de modo que atualmente podemos encontrar Denphal florido praticamente durante o ano todo.
 
Hoje é possível montar uma coleção de Denphal que contenha plantas de flores verdes, amarelas, brancas, azuladas, marrons, flameadas, estriadas, concolores ou com labelo contrastando com as pétalas e sépalas, e muitas outras variações.
 
Cultivo:
 
O cultivo de um modo geral é fácil. São plantas precoces, que começam a florescer dois anos após serem retiradas do laboratório, e que apresentam um crescimento bastante rápido, entouceirando com facilidade.
 
São plantas que se adaptam a qualquer substrato, e por terem um crescimento bastante rápido requerem uma boa adubação principalmente quando os novos pseudobulbos estão se formando, período em que não deve faltar água para que a planta tenha pleno desenvolvimento. Aceitam igualmente adubação química e orgânica.
 
Quando os novos pseudobulbos estiverem completamente formados, reduza as regras e evite aplicação de adubos muito nitrogenados, de modo a evitar que “gemas” que iriam florir venham a gerar novos brotos em lugar de flores.
 
Preferem ambientes mais quentes e de alta luminosidade.
 
È normal que os pseudobulbos que já tenham florido uma vez pecam todas as folhas. Mesmo assim, não devem ser removidos pois podem voltar a florir, e além disso representam uma reserva de nutrientes que a planta pode utilizar em períodos de escassez.
 
Para a obtenção de novas mudas podemos replantar brotos que venham a nascer de gemas existentes no meio dos pseudobulbos. Podemos também dividir uma planta entouceirada em duas ou mais plantas, tendo o cuidado de deixar sempre em cada nova planta pelo menos três pseudobulbos, mesmo que estes não tenham nenhuma folha.
 
Devemos ter o cuidado de estaquear os novos brotos mesmo enquanto ainda estão em crescimento, principalmente dos Denphal de pseudobulbos mais longos, pois estes possuem uma tendência de entortar e pender com muita facilidade.
 
Além de se darem muito bem no cultivo em vasos de barro ou de plásticos, os Denphal podem também ser cultivados em árvores ou em placas ou palitos de fibras.
 
Cymbidium: Uma bela Orquídea para vaso e jardim
 
Uma Orquídea que pode em um vaso de cerca de 25 centímetros de diâmetro apresentar cinco, seis ou até mais hastes florais com aproximadamente 60cm de altura e até quinze flores em cada uma delas, deve ser um grande sucesso entre os orquidófilos, correto?
 
Errado.
 
A floração que descrevemos acima é o que pode ser com certa facilidade em um vaso de Cymbidium, Orquídea que faz muito sucesso em floriculturas, mas que é de certo modo desprezada pelos colecionadores. Tanto que é difícil encontrar algum orquidófilo no Brasil que saiba o nome de algum Cymbidium, seja ele espécie ou híbrido.
 
Originários da Ásia e da Austrália, os Cymbidium espécie são raramente vistos por aqui. Os híbridos, entretanto, aparecem em grande quantidade, e podemos encontrar uma grande variedade de cores e tons. Temos Cymbidium amarelo, vermelho, rosa, verde, branco, laranja etc., em tons claros e escuros, concolores ou com o labelo constratando, enfim, cores para satisfazer a todos os gostos.
 
As hastes são em geral eretas, com muitas flores e possuem normalmente grande durabilidade. È comum às flores de Cymbidium durarem mais de um mês, chegando em alguns casos a quase dois meses. Mesmo quando cortadas e utilizadas em arranjos, as flores chegam a durar mais de um mês, sem nenhum cuidado especial.
 
Sua época de floração é também um grande atrativo, já que gostam de frio e possuem o auge da floração entre outono e o Inverno, período em que diminui bastante a quantidade de Orquídeas floridas.
 
Como se não bastassem os atrativo, já enumerados, os Cymbidium são ainda Orquídeas que podem ser cultivadas tanto em vasos quanto em jardins.
 
Será que os Cymbidium não merecem um pouco mais de nossa atenção?
 
Cultivo:
 
Como já dissemos antes, os Cymbidium podem ser cultivados em vasos ou no jardim. Por possuírem um sistema radicular bastante desenvolvido, quando mantidos em vaso devem ser replantados a cada dois anos, antes que as raízes comecem a definhar por falta de espaço.
 
O substrato ideal deve ser leve, bem arejado e rico em material orgânico. Pode ser composto por misturas de fibras de coco, casca de pinus tratada, areia grossa ou pedrisco e adubo orgânico. É comum ver Cymbidium sendo cultivado apenas em pedra britada ou então em bolinhas de argila expandida. Nestes casos, a adubação deve ser bem rica e freqüente.
 
Para uma boa floração, é necessário que a planta desenvolva anteriormente pseudobulbos fortes e saudáveis. Para isso, devemos eliminar parte dos brotos das plantas, permitindo que cada pseudobulbo dianteiro desenvolva apenas um ou dois brotos.
 
A rega deve ser abundante no período de crescimento da planta, e reduzida durante a floração. As plantas devem ser cultivadas em locais bem iluminados, podendo inclusive receber sol direto em boa parte do dia. Entretanto, as hastes florais dos Cymbidium costumam sofrer com o calor excessivo ou se estiverem expostas ao sol forte e direto, sendo, portanto, recomendável que a planta seja protegida em dias mais quentes no período da floração.
 
São plantas que em geral não sofrem com o frio mesmo mais intenso, mas devem, entretanto ser protegidas de possíveis geadas.
 
Por gostarem de frio, em regiões mais quentes podem apresentar dificuldade de florir. Caso isto ocorra, podemos tentar induzir a floração regando as plantas todas às noites por uma semana seguida no final do Verão ou inicio do outono com água gelada. Pratica semelhante é utilizada por produtores que costumam levar as plantas por alguns dias para regiões de maior altitude e clima mais frio, obtendo com isso uma melhor floração, e podendo com isso inclusive adiantar ou atrasar a época de floração das plantas.
 
Epidendrum
 
Por incluir mais de 1100 espécies, é apelidado por alguns de mega-género. O seu nome deriva do grego: ep(i) = sobre + dendrum = árvore, fazendo referência ao seu habitat epifítico. Quando, em 1763, Carolus Linnaeus deu o nome ao gênero, incluiu neste todas as orquídeas epífitas que conhecia. Hoje poucas dessas orquídeas continuam incluídas neste gênero, o que não impede que o número total de espécies do gênero continue a crescer.
 
Cultivo:
 
Este grupo de plantas gosta de locais bem iluminados e de preferência com um pouco de sol pela manhã ou no final da tarde.
 
Adaptam-se a qualquer tipo de vaso, sejam eles de barro, plástico ou cestos de madeira. Podem também ser colocada em placas de fibra, casca de árvores ou mesmo em árvores vivas.
 
O plantio pode ser feito em qualquer dos tipos de substrato disponíveis no comércio, lembrando sempre que cada tipo de substrato requer uma freqüência de rega, e que como maior parte das Orquídeas as raízes de um Epidendrum precisam secar entre uma rega e outra.
 
São plantas que se adaptam a qualquer substrato, e por terem um crescimento bastante rápido requerem uma boa adubação principalmente quando os novos pseudobulbos estão se formando, período em que não deve faltar água para que a planta tenha pleno desenvolvimento. Aceitam igualmente adubação química e orgânica.
 
Vandas e ascocendas híbrido
 
Muitos apreciadores de orquídeas iniciantes perguntam qual a principal diferença entre uma Vanda e uma Ascocenda. Vanda é o nome de um gênero de orquídeas composto por aproximadamente 77 espécies. Ascocenda é um “gênero híbrido” proveniente do cruzamento de planta do gênero Vanda com outra do gênero Ascocentrum, gênero este composto por cerca de 13 espécies naturais. Não existe nenhuma Ascocenda espécie. Segundo recentes trabalhos de taxonomia, o gênero Vanda foi divido em 7 gêneros, mas para simplificar, continuaremos a nos referir aqui a todas as plantas como Vanda.
 
A Vanda, tanto as nativas quanto os híbridos, sempre exerceram grande fascínio sobre a maioria dos colecionadores. Ostentando quase sempre vistosos cachos de grandes flores coloridas e muito duráveis enchem os olhos de qualquer pessoa que goste de Orquídeas. Uma planta de Vanda ou Ascocenda bem cultivada pode florir duas, três, ou mesmo mais vezes em um só ano, sendo que suas flores podem permanecer abertas por até sessenta dias a cada floração.
 
A maioria dos híbridos que apresentam flores grandes, redondas e coloridas é obtido com a utilização como matriz da Vanda sanderiana, ou de algum descendente seu. Das 77 espécies de Vanda existentes, praticamente todos os híbridos existentes em nosso mercado não utilizam mais do que 8 espécies. Do gênero Ascocentrum também não são utilizadas mais do que três das treze espécies existentes.
 
Até poucos anos atrás era bem difícil se conseguir no Brasil mudas de Vanda. Com a facilidade de importação criada na última década, grande quantidades de mudas foram importadas e hoje já estão sendo colocadas à venda floridas em nosso mercado.
 
Por se tratarem de crescimento monopodial, e em geral bastante lento, a obtenção de mudas por crescimento vegetativo não é tão simples quanto as plantas de crescimento simpodial, ficando na dependência de que alguma gema dormente existente no caule principal da planta desperte e gere um novo broto, que só poderá ser separado da planta mãe após cerca de seis a oito anos. A reprodução por semente ou meristema também é bastante lenta, sendo que uma planta produzida em laboratório costuma levar para florir pela primeira vez um período de tempo que chega a ser superior a dez anos.
 
A necessidade de se reduzir este tempo levou os hibridistas a cruzarem Vanda com Ascocentrum, de florescimento precoce, mas que possui o inconveniente de ter flores muito pequenas. Nasceu assim um híbrido intergenérico que recebeu o nome de Ascocenda.
Uma Ascocenda de primeira geração chega a florescer em cerca de cinco anos, mas suas flores em geral não ultrapassam cerca de 3cm de diâmetro. Quando se cruza uma Ascocenda de primeira geração com uma Vanda, o novo híbrido mantém a precocidade da floração, e as flores já ultrapassam os 5cm de diâmetro. Em três ou quatro gerações, as Ascocendas já apresentam flores tão grandes que nada ficam devendo aos híbridos de Vanda puros, e são facilmente confundidas com estes.
 
Cultivo:
 
Procuraremos passar algumas orientações básicas que, se seguidas com cuidado, permitem que qualquer pessoa possa obter sucesso no cultivo da maioria das Vandas ou Ascocenda híbridas. Visto que as espécies são bem mais delicadas, e conforme sua origem possuem exigências espécíficas de cultivo. Estas orientações são ainda dirigidas ao cultivo de plantas adultas, que já estão em fase de floração ou próximas desta.
 
Vandas e Ascocenda podem ser cultivadas da mesma forma. São plantas que requerem alta luminosidade e gostam de calor. Deve-se entretanto evitar colocação das plantas em local que recebam sol direto por muito tempo seguido pois isto pode queimar as folhas.
 
Precisam também de bastante umidade, principalmente no ar ao seu redor, mas não gostam de ficar com suas raízes molhadas por muito tempo, motivo pelo qual preferimos cultivar Vanda sem nenhum substrato. Na verdade, suas raízes preferem ficar totalmente soltas no ar. Por este motivo, são geralmente cultivadas em pequenos vasos de plásticos ou de barro sem nenhum tipo de substrato ou com pequena quantidade de substrato que não retenha muita unidade. Desenvolvem muito bem quando plantadas em cachepôs de madeira. Podem ainda ser amarradas em árvores sem nenhum problema, desde que em regiões não sujeitas a invernos rigorosos. Quando plantadas com pouco ou mesmo sem nenhum substrato, podem ser regadas diariamente ou mesmo mais de uma vez por dia, visto que com raízes totalmente expostas não existe o risco de se “encharcar” demais a planta.
 
Por serem plantas que devido ao seu tipo de crescimento não dispõem de muito espaço para reserva de nutrientes, necessitam de adubação freqüente, sendo mais recomendável a aplicação de fertilizantes de uso foliar por meio de pulverização. Em plantas adultas podemos altenar aplicações de fertilizantes de fórmula balanceada com outros de fórmulas indicadas para floração. O intervalo entre as aplicações pode ser semanal ou no máximo quinzenal. Como na maioria das orquídeas de crescimento monopodial, as Vanda não apresentam períodos de dormência e, portanto podem e devem ser adubadas durante todo o ano, mesmo quando estão floridas. Aplique o fertilizante em pequena quantidade em toda a superfície das folhas e também nas raízes. No caso da planta estar florida, evite o contato do fertilizante com as flores, botões e haste floral.
 
Quando uma Vanda ou Ascocenda começa a perder as folhas na base da planta, é um forte indício de desidratação, o que pode levar a planta à morte em pouco tempo. Se a planta estiver sendo cultivada sem substrato sem substrato, aumente a freqüência das regas ou transfira a planta para um ambiente mais úmido. Se, entretanto a planta estiver sendo cultivada com substrato, verifique primeiro se as raízes no interior do vaso estão em boas condições. Muitas vezes uma Vanda desidrata, pois suas raízes apodreceram por excesso de água. Se for este caso, retire todo o substrato da planta, mantenha a mesma em um ambiente úmido e procure induzir a formação de novas raízes com a utilização de indutores de enraizamento disponíveis no comercio.
 
Plantas dos gêneros Ascocentrum, Aerides, Arachnis, Neofinetia,Renanthera, Rhynchostylis, entre outros possuem crescimento e comportamento bastante semelhantes aos da Vanda, e portanto podem ser cultivados da mesma forma que estas.
 
Oncidium: As conhecidas “Chuva de ouro”
 
O gênero Oncidium é exclusivo do Continente Americano, onde pode ser encontrado em toda parte, da Argentina ao México, do litoral brasileiro à Cordilheira dos Andes, em ambientes quentes e frios, secos e úmidos, sobre árvores, sobre pedras, diretamente no solo, em campos abertos e no interior das matas. Enfim, em praticamente todos os ambientes onde podem ocorrer Orquídeas no nosso continente, existe Oncidium.
 
A floração da maior parte dos Oncidium é em geral na forma de belas e longas hastes, quase sempre muito bifurcadas, com dezenas de flores que na média variam de um a sete centímetros, e geralmente com o colorido predominante de amarelo e/ou marrom, embora exista Oncidium branco, rosa, avermelhado, e outras cores.
 
É, entretanto devido aos longos cachos de flores amarelos encontrados no Oncidium flexuosum e no Oncidium varicosum, características estas que normalmente se transmitem para seus híbridos, que os Oncidium são em geral chamados de “Chuva de Ouro”. Suas inflorescências costumam ter boa durabilidade, permanecendo floridos em geral por cerca de um mês.
 
Existe uma série de gêneros próximos dos Oncidium que cruzam normalmente com estes, produzindo belos híbridos. É o caso dos gêneros Odonglossum, Miltônia, Miltonopsis, Cadetia, Brassia, Cochioda, entre muitos outros.
 
Por sua beleza, durabilidade, e em alguns casos por seu perfume bastante agradável, é que as plantas do gênero Oncidium e outros gêneros relacionados têm conquistado cada vez mais admirados e vêm sendo utilizadas cada vez mais inclusive como flores de corte, compondo arranjos justamente com outras Orquídeas ou mesmo com outras flores.
 
Cultivo:
 
É impossível estabelecer regras de cultivo que sirvam para todo Oncidium, mas de um modo geral podemos dizer que eles preferem viver em locais com muita luminosidade, e que grande parte deles aceita bem algumas horas de sol por dia.
 
Podemos também dizer que preferem ficar com suas raízes mais secas a receber água em excesso, embora quase todos eles aceitam um bom índice de umidade do ar, principalmente à noite.
 
Os Oncidium em geral e mesmo seus híbridos intergenéricos preferem ambientes bem ventilados, e quando mantidos em locais de pouca ventilação ou com as plantas muito aglomeradas ficam muito sujeitos ao ataque de fungos e bactérias.
 
Os híbridos mais comuns no mercado tais como Oncidium Sharry Baby, Oncidium Aloha Iwanaga e Oncidium Twinkle, além dos intergenéricos tipo Colmanara Wildcat e outros, são em geral de fácil cultivo se dando muito bem em vasos, placas ou mesmo quando cultivados diretamente sobre árvores.
 
Devemos, entretanto ter um certo cuidado com os híbridos onde a presença de alguns Odontoglossum é muito marcante, como é o caso dos Odontocidium, visto que estas plantas costumam não se dar muito bem em climas mais quentes, e particularmente em locais de baixa altitude, como por exemplo, em cidades do nosso litoral.
 
De um modo geral, os Oncidium respondem muito bem a uma boa adubação, aceitando tanto os adubos químicos como os orgânicos.
Quando plantados em placas ou em árvores, podemos utilizar a adubação orgânica na forma de saches.
 
São plantas fáceis de serem replantadas e podem facilmente ser dividida para a obtenção de novas mudas, mas certamente o efeito visual de uma planta adulta e com várias frentes, apresentando diversas hastes florais simultâneas, é infinitamente melhor que o de uma pequena planta com apenas uma haste floral. Pense nisto antes de querer dividir suas plantas.
 
Phalaenopsis: As Orquídeas Borboleta.
 
O nome Phalaenopsis, de origem grega, vem da fusão de duas palavras e significa “que se parece com uma borboleta”.
 
Plantas de origem asiática, os Phalaenopsis costumam apresentar flores muito vistosas e de grande durabilidade, que caíram em pouco tempo no gosto da população brasileira. Além disso, um grande aprimoramento das técnicas de cultivo profissional deste gênero de orquídeas ocorrido nas ultimas duas décadas tornaram o preço dos Phalaenopsis bastante acessível para a grande maioria da população e certamente esta foi à primeira Orquídea de muitos aficionados e colecionadores de hoje, mesmo quando estes novos apaixonados ainda não sabiam que esta bela flor era uma Orquídea.
 
Até poucos anos arás, a grande maioria dos Phalaenopsis existentes no comércio eram brancos, acompanhados de alguns exemplares semi-albos e outros poucos cor de rosa. Hoje em dia, para a alegria dos apreciadores deste gênero, a variedade de plantas oferecidas aumentou bastante. Podemos encontrar hoje com certa facilidade além dos coloridos tradicionais diversos tons de Phalaenopsis amarelos, vermelhos, rosa, salmão, marrom e outras cores. Encontramos ainda uma grande variedade de padrões tais como listados, pintalgados, marginados, flameados, pontilhados, etc.
 
Os Phalaenopsis mais antigos apresentavam todas hastes florais únicas, longas e arqueadas, com as flores dispostas simetricamente ao longo da mesma. Este é o tipo de Phalaenopsis é conhecido atualmente como tipo Japonês ou Oriental. Além destes, encontramos atualmente os Phalaenopsis do tipo Holandês ou “Perfilhados”, que apresentam a haste floral ramificada e com flores em maior quantidade dispostas, entretanto sem a mesma simetria dos do tipo oriental.
 
Encontramos também os chamados Mini Phalaenopsis com flores de cerca de cinco centímetros ou menos, mas com cacheadas que chegam a ostentar algumas dezenas de flores.
 
Em nosso clima, os Phalaenopsis florescem praticamente o ano todo, tendo, entretanto uma redução da quantidade de flores e de plantas floridas nos meses mais frios. As flores de Phalaenopsis são muito resistentes, chegando a durar quase três meses.
 
Cultivo:
 
Os Phalaenopsis são as Orquídeas mais fáceis de serem cultivadas dentro de casa ou mesmo em apartamentos. Por seu tipo de crescimento, entretanto, não é muito fácil retirar uma muda de um Phalaenopsis. É preciso esperar que a planta solte um broto lateral e que este desenvolva raízes próprias para só então separar esta nova plantinha de sua “mãe”.
 
Se dão muito bem em vasos de plástico com qualquer tipo de substrato, tais como xaxim, fibra de coco, musgo, casca de pinus e outros, desde que guardados os devidos cuidados que se deve ter quanto à rega e periodicidade de troca de cada substrato. Nunca deixe o vaso dentro de um prato com água, pois isto pode provocar o apodrecimento das raízes e matar a planta.
 
As plantas devem ser mantidas em local bem iluminado, mas não precisam tomar sol direto. Se estiverem em ambiente interno, é melhor que seja mantida próxima de uma janela. Evite ambiente com ar condicionado, pois as plantas podem desidratar e morrer nestes ambientes.
 
Respondem melhor à adubação química tanto foliar quanto radicular, mas aceitam também adubos orgânicos. São plantas de crescimento rápido e contínuo, e, portanto devem ser adubadas durante todo o ano.
 
Embora aceitem quase todos os tipos de clima, os Phalaenopsis preferem climas mais quentes, onde se desenvolve melhor e com maior rapidez. Procure não molhar as folhas e principalmente não deixar água acumulada na base das folhas em dias mais frios, pois isto pode facilitar o desenvolvimento de fungos e bactérias que podem matar a planta em poucos dias.
 
Por possuírem folhas bastante tenras e suculentas, estas plantas são um dos pratos preferidos de lesmas e caracóis, que em uma única noite podem destruir uma planta inteira. Deve-se ter também cuidado ao manusear as plantas, pois por suas características, suas folhas se quebram com facilidade.
 
 
 
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